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Jô Soares

Jô Soares foi descoberto no programa de Silveira Sampaio. Participou de algumas comédias de cinema na Década de 1960, estreando em 1959 como um espião norte-americano no filme O Homem do Sputnik, estrelado por Oscarito, na extinta Atlântida Cinematográfica, grande produtora de chanchadas na década de 1950.

Na TV Tupi participou do programa de televisão La Revue Chic, dirigido por Nilton Travesso. Foi ator e redator em vários programas humorísticos, como Família Trapo, da TV Record, que escrevia junto com Carlos Alberto de Nóbrega e atuava ao lado de Ronald Golias e Otelo Zeloni. Na Rede Globo estrelou programas como Faça Humor, Não Faça a Guerra, Satiricom, Planeta dos Homens e Viva o Gordo, que escrevia junto aos maiores escritores do humor brasileiro como Max Nunes, Haroldo Barbosa, Hilton Marques, entre outros.

Em seguida, transferiu-se para o SBT, onde seu programa humorístico passou a chamar-se Veja o Gordo. Nésta época, criou e apresentou o programa de entrevistas Jô Soares Onze e Meia

Atualmente contratado pela Rede Globo, apresenta o Programa do Jô. A emissora mudou, mas o programa é essencialmente o mesmo: um talk-show, nos moldes do programa de Silveira Sampaio e do Tonight Show de Johnny Carson.

Desde a década de 1970 estrelou diversos espetáculos humorísticos solo. Diferentemente do que se esperava a partir de suas atuações televisivas, Jô Soares não interpreta personagens no palco, seguindo a linha one-man show, hoje conhecida como comédia stand-up. Seu mais recente espetáculo solo chama-se Na Mira do Gordo.

É autor de dos livros O flagrante, O astronauta sem regime e O humor nos tempos de Collor. Escreveu também os romances O Xangô de Baker Street, O Homem que Matou Getúlio Vargas e Assassinatos na Academia Brasileira de Letras, publicados pela editora Companhia das Letras. O Xangô de Baker Street fez grande sucesso nacional e internacional, sendo ainda transformado em filme. Nestas obras, verifica-se o gênero literário histórico-cômico-policial, na linha preconizada por Rubem Fonseca, crítico construtivo da produção literária de Jô Soares, o que se depreende das dedicatórias constantes nos referidos trabalhos.

Jô foi colaborador de texto em A Feira do Adultério e autor de duas peças: O Flagrante e Brasil, da Censura à Abertura, esta última, baseada nos livros de folclore político de Sebastião Nery. No elenco contou com Marília Pêra, Marco Nanini e Sylvia Bandeira.

Durante muitos anos foi colunista da Revista Veja.

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